Anatel regulamenta internet banda larga pela rede elétrica

Peter Howard Wertheim

peterhw@frionline.com.br

Rio de Janeiro–O sistema internet via rede elétrica jàƒ¡ estàƒ¡ sendo testado em cinco estados brasileiros e Anatel estuda regras de exploraàƒ§àƒ£o do serviàƒ§o.

Internet de banda larga é a internet dos sonhos de todo internauta, mas até agora ela é cara e nàƒ£o estàƒ¡ disponàƒ­vel em todos os lugares. Mas a Anatel (Agàƒªncia Nacional de Telecomunicaàƒ§àƒµes) regulamentou recentemente, a internet banda larga poderàƒ¡ chegar àƒ  casa dos brasileiros de um jeito muito fàƒ¡cil: pela tomada de luz.

O analista de sistemas Jefferson Teixeira depende da internet para trabalhar, mas desde que se mudou para a casa nova em Sàƒ£o Gonàƒ§alo, na regiàƒ£o metropolitana do Rio, nàƒ£o conseguiu ter o serviàƒ§o de banda larga. Jàƒ¡ sàƒ£o tràƒªs meses de tentativas. E se houvesse internet na tomada da energia elétrica?

“Acho que seria a soluàƒ§àƒ£o porque poderia colocar em qualquer parte da casa”, diz Teixeira. O sistema jàƒ¡ existe e foi regulamentado recentemente pela Anatel. Funciona mais ou menos como uma TV a cabo. A empresa que fornece o serviàƒ§o de internet libera o sinal para rede de energia elétrica. Esse sinal viaja pelos fios até a casa do usuàƒ¡rio. Làƒ¡ ele vai precisar de um aparelho, ligado a qualquer tomada da casa, que vai permitir o acesso àƒ  internet em alta velocidade.

No Brasil, o sistema jàƒ¡ estàƒ¡ sendo testado em Barreirinhas, no Maranhàƒ£o; em Goiàƒ¢nia; Sàƒ£o Paulo; Santo Antàƒ´nio da Platina, no Paranàƒ¡ e em Porto Alegre.

O internauta brasileiro vai ter que esperar um pouco mais essa nova internet, que sàƒ³ vai estar disponàƒ­vel depois de um acordo entre as empresas de telecomunicaàƒ§àƒµes e as concessionàƒ¡rias de energia elétrica. A Anael (Agàƒªncia Nacional de Energia Elétrica) jàƒ¡ estàƒ¡ estudando o assunto para criar as regras de exploraàƒ§àƒ£o do serviàƒ§o.

Em Sàƒ£o Paulo, o engenheiro Clinton Namur é uma das pessoas que participaram do teste da internet via rede elétrica. Ele pode acessar a web na cozinha ou, se preferir, também na sala. àƒâ€° sàƒ³ plugar o computador em qualquer tomada da casa. A conexàƒ£o também ficou mais ràƒ¡pida.

“Achei fantàƒ¡stica essa ideia, que eu abracei desde o comeàƒ§o. Para mim estàƒ¡ atendendo perfeitamente”, diz Namur.

Nissan vai lanàƒ§ar carros elétricos no Brasil

Para ampliar sua participaàƒ§àƒ£o no mercado brasileiro, hoje inferior a 1%, a montadora japonesa Nissan estuda o lanàƒ§amento no paàƒ­s de um modelo compacto e de um carro elétrico.

O carro elétrico nàƒ£o tem um prazo definido de lanàƒ§amento, mas os executivos da montadora destacam que a Nissan tem um plano de longo prazo para zerar a emissàƒ£o de seus carros, em todos os mercados. A intenàƒ§àƒ£o é criar condiàƒ§àƒµes para se fabricar estes veàƒ­culos em grande volume para baratear o processo final.

A estratégia também seràƒ¡ adotada pela companhia nos demais paàƒ­ses da América Latina. Para o Brasil, a meta da montadora é ampliar sua participaàƒ§àƒ£o de mercado para 5%, mais perto da média mundial da empresa, até 2012.

Recentemente a companhia detalhou sua nova estrutura operacional para a regiàƒ£o das Américas, que teve inàƒ­cio em abril, com o objetivo de fortalecer as sinergias entre as regiàƒµes. As operaàƒ§àƒµes de logàƒ­stica, engenharia, produàƒ§àƒ£o e finanàƒ§as ficaràƒ£o alinhadas na regiàƒ£o que inclui América do Norte, América Latina e Caribe.

“Vemos bom potencial de crescimento em toda a América Latina no médio e longo prazo. A regiàƒ£o é de grande importàƒ¢ncia para nàƒ³s”, disse Carlos Tavares, executivo chefe da montadora para as Américas e Caribe.

Deve estàƒ¡ sendo bem difàƒ­cil administrar uma multi-nacional neste mundo globalizado com mercados tàƒ£o peculiares. Nos EUA a Nissan conta com 7% do mercado. Jàƒ¡ no México sàƒ£o 20%, enquanto no Brasil nàƒ£o chega a 1%. No resto da América Latina a média oscila em torno de 8% dos mercados.

Por mais que os paàƒ­ses emergentes queiram segurar a onda, o declàƒ­nio do consumo nos paàƒ­ses de primeiro mundo devem pesar mais na balanàƒ§a da empresa, que calcula uma reduàƒ§àƒ£o de faturamento da ordem de 30%.

De acordo com o presidente da Nissan Brasil, ainda é preciso “sentir” a recepàƒ§àƒ£o de brasileiros por carros elétricos, jàƒ¡ que o Paàƒ­s tem alternativas de combustàƒ­veis como àƒ¡lcool e biodiesel.

Se todos os planos derem certo por aqui, o Brasil cresceria em importàƒ¢ncia para a companhia e se somaria a paàƒ­ses como México, onde a Nissan é làƒ­der de mercado, com 20% de participaàƒ§àƒ£o, superando a GM. A nàƒ³sࢀ¦ resta torcer que dàƒª certo.

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